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IMA alerta para a vacinação contra a brucelose no estado

Notícias 29/03/2021/ 17:39:40
IMA alerta para a vacinação contra a brucelose no estado

Produtoresque possuem em seus rebanhos fêmeas bovinas e bubalinas de 3 a 8 meses têm até30 de junho para providenciar a vacinação contra brucelose de suas bezerras. Amedida é obrigatória e deve ser cumprida todo ano a cada semestre. No estado, oInstituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Agricultura,Pecuária e Abastecimento (Seapa), supervisiona a vacinação, em consonância comas diretrizes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose eTuberculose (PNCEBT).

 

LucianaOliveira, médica veterinária e coordenadora do PNCEBT no IMA, alerta sobre aimportância da vacinação contra a brucelose em todas as fazendas, independentedo perfil produtivo. “Seja nas propriedades leiteiras ou de corte, todas asbezerras precisam ser vacinadas para estarem protegidas contra a doença”,reforça.

 

Comoa imunização das bezerras é feita por meio de uma vacina viva atenuada, explicaOliveira, a atividade somente pode ser realizada por médico veterináriocadastrado no PNCEBT ou por vacinador sob sua responsabilidade.

 

NoPNCEBT temos aprovado o uso de dois tipos de vacina, a B19 e a RB51. A grandediferença entre as duas é exatamente a não interferência dos anticorposvacinais no diagnóstico de brucelose quando se utiliza a RB51. Lembrando que asfêmeas vacinadas com a B19 deverão ser marcadas no lado esquerdo da face com oalgarismo final do ano da vacinação. Já as fêmeas vacinadas com a RB51 deverãoser marcadas no lado esquerdo da face com a letra V. Na prática, para asvacinações realizadas em 2021, a marca a ser utilizada nas bezerras é a donúmero 1”, frisa.

 

Acompra da vacina contra brucelose somente é permitida mediante apresentação doreceituário, emitido por médico veterinário cadastrado que fica retido noestabelecimento comercial. A vacina adquirida deve ser mantida entre dois eoito graus centígrados do momento da compra até a vacinação das fêmeas.

 

Declaração

 

Oprodutor é obrigado a declarar a vacinação contra brucelose ao IMA, de acordocom a legislação. Ao final de cada semestre, o produtor tem até o 10º dia domês subsequente para realizar a entrega dos atestados de vacinação contrabrucelose ao IMA. Na prática, as vacinações realizadas no primeiro semestredeverão ser declaradas ao IMA até o dia 10 de julho. Já as vacinações dosegundo semestre, declaradas até o dia 10 de janeiro.

 

OIMA recomenda que os atestados de vacinação contra brucelose sejam enviados aoescritório da região, após a vacinação. O produtor que não vacinar contrabrucelose é passível de ser multado no valor de 25 Ufermgs o que equivale a R$98,6/bezerra, tendo como base o número de fêmeas de 0 a 12 meses da últimadeclaração prestada ao IMA em ficha cadastral. Já o produtor que deixar dedeclarar a vacinação contra brucelose ao IMA está sujeito a multa em 5 Ufemgs,valor de R$ 19,72/bezerra.

 

Examesbrucelose e tuberculose

 

Dentreas atividades do PNCEBT, é também obrigatória a apresentação de examesnegativos de brucelose em determinadas situações, a exemplo do trânsito comfinalidade de reprodução para outros estados. “As fêmeas vacinadas entre 3 e 8meses com a vacina B19 somente poderão ser submetidas ao teste de diagnósticode brucelose a partir dos 24 meses de idade, quando os anticorpos vacinais jánão estarão mais presentes no organismo do animal, evitando a ocorrência deresultados falso positivos”, esclarece a médica veterinária.

 

Jápara a tuberculose, que nos animais não tem tratamento ou vacina, é recomendadoque só sejam adquiridos animais mediante apresentação de exame negativo. Amesma medida deve ser utilizada para brucelose, evitando-se a forma mais comumda introdução das doenças nos rebanhos.

 

Colaboraçãoe corresponsabilidade

 

Acoordenação do PNCEBT na Gerência de Defesa Animal vem organizando reuniõeson-line com as coordenadorias e escritórios do IMA em todo o estado. O objetivoé revisar os procedimentos recomendados para aumento dos índices de vacinaçãocontra brucelose nos municípios e acompanhar regularmente as atividadesrealizadas pelos servidores. “E, ainda, incentivar a divulgação e discussãosobre o assunto por meio de videoconferências entre os servidores dosescritórios e os médicos veterinários cadastrados e vacinadores de cadaregião”, anuncia.

 

Aservidora comenta que o esforço da coordenação é manter, mesmo no período detrabalho remoto, uma comunicação participativa, direta e clara em busca dapadronização das atividades e da aplicação das correções de problemas ouobstáculos que forem surgindo. “Para tanto, contamos com o interesse e empenhode todos para mobilização dos produtores, estabelecimentos que vendem vacinacontra brucelose, médicos veterinários autônomos cadastrados, vacinadores eprefeituras, mesmo com as limitações do período pandêmico atual”, convoca.

 

Saúdepública

 

Vacinaras bezerras contra brucelose, doença que causa impacto na saúde pública e naeconomia do estado é essencial para manutenção da sanidade de nossos rebanhos ea qualidade dos produtos de origem animal, argumenta Luciana. “A brucelose éuma das causas de perdas econômicas na pecuária, já que pode provocar queda naprodução de leite, perda de peso dos animais e aborto. A doença é causada pelabactéria Brucella abortus, sendo classificada como uma zoonose, pois pode sertransmitida do animal infectado para o ser humano”, esclarece.

 

Paramais informações sobre a brucelose, consulte a cartilha elaborada pelo IMA emwww.ima.mg.gov.br.

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